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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Pãozinho Recheado com Chocolate


Queria ter boleado/formado brioches, mas fiquei com receio do quadradinho de chocolate me atrapalhar... Então, Paõzinho mesmo!!!

Essa massa é a sweet dough deste vídeo, do Richard Bertinet.
Resultou em um pãozinho ultra macio, levemente adocicado. O chocolate completou harmoniosamente, deliciosamente, perfeitamente... minha filha nem conseguiu esperar o pãozinho amornar, abocanhou um ainda quentinho, com o chocolate beeeem macio, quase derretendo.... Só de ver seus olhinhos brilhando, sem pronunciar uma palavrinha sequer, e muitos hummmms, tive a certeza de que estava ótimo!
Depois, mais tarde, experimentei um pedacinho... confirmado, bom demais!!!
Guardei um para testar no dia seguinte, aquecendo um instantinho e, wow, fantástico mesmo.




Ainda macio, delcioso... Acredito que a massa permite diversos recheio como frutas e frutos secos, por exemplo; ou um quadradinho de goiabada...
Portanto, já foi para a 'to-do-list' novamente!!

Preparei e sovei exatamente como está no vídeo.
Fiquei um tantinho aflita/atrapalhada no começo, mas depois de umas 2 ou três vezes, acertei a mão e o ritmo, e foi fácil-fácil. Como na sova normal, a massa começa a clarear um tantinho, e aos poucos vai ficando menos grudenta. E sem acrescentar nadica de farinha, nadica at all.
Basicamente é colocar os 8 dedos das mãos por baixo da massa (os dedões não brincam desta vez!), suspendê-la uns 20cm e arremessá-la na bancada; colocar os dedos novamente por baixo da massa, puxar em sua direção, suspender e arremessar ao ponto de partida... isto por cerca de 10-15 minutos, até que massa não grude mais na bancada nem na mãos. Daí é só bolear e deixar crescer a primeira vez.

Fiz meia receita, e rendeu 8 pãezinhos. Achei que ficaram bem grandinhos, então da próxima vez farei os pãezinhos um pouco menores, num total de 10.

Esqueci de pesar a quantidade de chocolate que utilizei... sabe como é, piquei uns quadradinhos, experimentei um para ver se o chocolate estava bom mesmo ?!! :DD ... percebi que uns foram surrupiados, toca cortar mais um pouco... acho que entenderam a problemática chocolatística aqui!
O fato é: coloquei um pedacinho de chocolate dentro de cada pãozinho, OK?

Mais uma observação: assei na forma de muffins, e por praticidade, coloque forminhas de papel. Grudou um tantinho, então, da próxima vez, vou untar as forminhas e assar SEM as forminhas de papel.





Coloco então os ingredientes conforme eu fiz, e assista ao vídeo para aprender a técnica para sovar massas macias.
Espero que gostem!





xícara medida 240ml
1 ¼ colheres (chá) fermento biológico seco, instantâneo
1 7/8 xícaras farinha de trigo especial para pães
32 g manteiga, bem macia
1 ½ colheres (sopa) açúcar
1 colher (chá) sal
1 ovo grande
135ml de leite morno


E uma vasilha, misture o fermento à farinha; junte o sal e o açúcar e misture bem. Junte o ovo e o leite e, misture a massa, seguindo as orientações do vídeo.
Sove, boleie e coloque a massa para descansar/crescer em local livre de correntes de ar, por cerca de 1 hora.
Prepare uma assadeira, untando-a e enfarinhando-a.
Sem dar soquinho na massa para extrair o ar, retire a massa da vasilha com a ajuda da espátula, e coloque-a em uma superfície, levemente enfarinhada.
Porcione-a, com a ajuda da espátula, sem puxar/alongar a massa.
Pegue cada porção de massa e com as mãos, abra-a, coloque um pedacinho de chocolate, feche-a beliscando bem para que não abra durante a cocção. Boleie e coloque na forma preparada. Repita para todas as porções de massa.
Cubra a assadeira e coloque em local livre de correntes de ar, para descansar/crescer.
Pré-aqueça o forno no máximo.
Ao término do tempo de crescimento, coloque os pãezinhos para assar, feche a porta do forno e abaixe a temperatura para 205ºC.
Deixe assar por cerca de 11 a 13 minutos.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Schiacciata all'Uva

Outro dia à tardinha, quando cheguei em casa, uma surpresa me aguardava.
A surpresa chama-se 'La Dolce Vita', um livro lindíssimo com uma seleção de receitas de doces típicos dos lares italianos.
Fiquei maravilhada, acho que, quando folheei o livro pela primeira vez, nem respirei. Depois, na segunda folheada, fui vendo os capítulos, lendo as receitas, anotando qual (is!!) iria preparar e quando vi esta, decretei: será a primeira.



Schiacciata é um pão tradicional da Toscana/Itália, que pode ser doce ou salgado. Na época da colheita das uvas para o preparo do vinho, normalmente em outubro, é preparada doce, utilizando-se estas uvas de vinho, que podem vir no recheio, no recheio e na cobertura, ou somente na cobertura.

Eu procurei pelas uvas pretinhas, mas não é época; e não encontrei as Thompsons rosadas, só as verdes (ou brancas?).
Acabei por optar pelas red globs, que estavam bem docinhas; parti ao meio e retirei as sementes, afinal, ninguém merece caroço de uva, ou de uva-passa, ou de azeitona...
Ainda sobre as uvas, devo acrescentar que as que eu usei, apesar de estarem bem docinhas e saborosas, após o cozimento elas ficaram um tantinho pálidas, o recheio acabou por ficar rosado... E da próxima vez, acho que vou fazer com as pretinhas mesmo – quando estiver na época; e utilizá-las na cobertura, salpicadas com um tantinho de açúcar. Segui as instruções do livro para utilizar todo o caldo das uvas proveniente da marinada no açúcar. Acho que isso fez com que a massa de baixo não crescesse muito, por conta do excesso de líquido e açúcar.

Agora, sobre o pão, é realmente surpreendente. O pão em si não é doce, mas quando se saboreia a massa com as uvas, fica delicioso!!!

Valentina, obrigada mais uma vez! Você não faz idéia do quanto fiquei feliz!



Rende 1 schiacciata

Para o pão:
175ml água filtrada (ligeiramente morna, se a sova for feita manualmente)
2 colheres (sopa) açúcar cristal orgânico
3 colheres (sopa) azeite de oliva, extra virem
1 colher (chá) sal
350g farinha de trigo, especial para pães
2 colheres (chá) fermento biológico seco, instantâneo

Para o recheio:
55g açúcar cristal orgânico
450g uvas frescas, sem sementes
¼ a ½ colher (chá) sementes de anis – não usei
1 ovo batido para pincelar


Misture o fermento à farinha; acrescente o sal e o açúcar, misturando bem. Faça uma cova central e acrescente a água e o azeite, misturando bem. Sove a massa, por cerca de 5-7 minutos, até obter uma massa macia, elástica, levemente grudenta. Se necessário, acrescente mais farinha de trigo (eu não precisei...), 1 colher de cada vez. Faça uma bola e coloque em uma vasilha levemente untada. Cubra com filme plástico e deixe em um local livre de correntes de ar, até dobrar de volume. Verifique se a massa já está crescida: com 2 dedos enfarinhados, faça um buraco profundo; se ele se fechar, deixe crescer mais um pouco; se permanecer aberto, OK, já pode ser moldada.

Lave as uvas, seque-as e corte-as ao meio (Retire os caroços, se for o caso). Coloque-as em uma vasilha, acrescente as 55g de açúcar, as sementes de anis, misture bem, cubra e deixe marinando enquanto o pão cresce.
Unte uma assadeira de cerca de 22/28cm – o livro indica uma de 28x25cm.

Após o primeiro crescimento, vire a massa do pão sobre uma superfície levemente enfarinhada; e com delicadeza, dê um soquinho para retirar as bolhas de ar. Divida em 2 partes iguais (eu uso a balança...).
Com uma metade, abra um retângulo, um tantinho maior que a forma. Acomode a massa na forma.
Coloque a mistura de uvas, espalhando uniformemente por toda a superfície. Deixe uma borda de massa de cerca de 1cm livre das uvas.
Abra a outra metade da massa e coloque sobre as uvas, beliscando as bordas, para que fique bem fechada impedindo que o recheio vaze durante o assamento.
Pincele com ovo batido e deixe descansar e crescer por 15 a 20 minutos.

Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Asse por cerca de 35-40 minutos, até ficar bem dourada.


Sirva morna, cortada em quadradinhos.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Pão Challah



O pão challah é um pão aerado, levemente adocicado e muito, muito macio.
Sua apresentação mais conhecida é o trançado. Mas nesta época de festas de final de ano judaico, ele é preparado redondo, simbolicamente representando continuidade e desejando um ano vindouro repleto de paz. Pode-se até recheá-lo com uvas-passas, desejando um início de ano doce.
Há quem o compare ao brioche, ‘seu primo francês’, mas o challah é mais leve, pois é feito com menos gordura e não tem derivados do leite.

Este challah ficou realmente especial, com uma casquinha fininha, super crocante, e bem macio, inclusive no dia posterior ao preparo (depois não sei, pois acabou...)
Espero que gostem!!


Para 2 pães
Xícara medida 240ml
1 xícara água morna
2 ovos inteiros
2 gemas de ovos
2 colheres (sopa) óleo – usei canola
3 colheres (sopa) mel – usei silvestre
4 ½ xícaras farinha de trigo – usei especial para pães
1 colher (chá) sal
1 colher (sopa) fermento biológico seco instantâneo
Sementes de gergelim ou de papolua para cobrir o pão - opcional
½ xícara uva-passa - opcional, para cada pão
2 claras para pincelar

Em uma vasilha grande, misture bem a água, ovos, mel e óleo; reserve.
Misture o fermento à 2 xícaras de farinha, acrescente o sal e junte à mistura líquida, misturando muito bem. Deixe descansar – sem cobrir, por cerca de 15 minutos.
Continue a acrescentar a farinha restante, de ½ em ½ xícara, misturando muito bem.
Sove a massa por cerca de 10 minutos, até que ela se torne macia e elástica; se estiver muito grudenta, vá sovando mais um pouco, acrescentando um tiquinho de farinha, até que não esteja grudando mais nas mãos. Não junte muita farinha, ou irá obter um pão duro e ressecado... Para mim, a quantidade de farinha pedida na receita foi perfeito!
Coloque a massa em uma vasilha levemente untada, dê uma girada na massa para que toda a superfície fique untada, cubra com filme plástico e deixe crescer, até que dobre de tamanho, colocando a vasilha em um local livre de correntes de ar. Dependendo do tempo – mais frio ou quente, seco ou úmido..., levará cerca de 1 – 1 ½ horas.

Após o primeiro crescimento, retire a massa da vasilha e coloque sobre uma superfície levemente enfarinhada, e dê um soquinho, delicadamente, para retirar o ar. Faça uma bola novamente de deixe descansar por 5 minutos.
Corte a massa em 2 partes iguais para fazer 2 pães. Eu fiz um trançado e um redondo.

Para o redondo:


Faça um rolo, fino e comprido (cerca de 45 cm) – se a massa estiver resistindo, ‘encurtando’, deixe-a descansar mais 5 minutos, e continue a fazer o rolinho.
Unte uma assadeira.
Coloque uma das pontas do rolinho no centro da assadeira, e vá circundando o centro, formando então um caracol; quando o rolinho terminar, afine a pontinha e coloque-a por baixo do ‘caracol’ e dê uma beliscada na massa, para que fique bem presa.
Bata as claras com um fouet ou com 2 garfos, até que fique uma mistura bem espumosa; pincele os pães, utilizando somente a espuma. Reserve o restante das claras, pois será utilizado novamente!

Para o pão trançado:


Divida a massa em 3 partes iguais (eu acho mais fácil pesar...).
Faça rolinhos finos e compridos.
Unte uma assadeira.
E trance, juntando bem as pontas, tanto no início como no final da trança. Coloque a trança na assadeira preparada e pincele-a com a clara, da mesma forma com que fez no redondo.

Cubra os pães com filme plástico e deixe a massa descansar e crescer por cerca de 1 – 1 ½ horas, em local livre de correntes de ar.
Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Remova delicadamente o filme plástico que estava cobrindo os pães e pincele-os novamente com a espuma das claras.
Se quiser, cubra com sementes de gergelim ou de papoula. Eu polvilhei a trança com sementes de gergelim.
Coloque-os no forno para assar por 20 minutos, mude-os de posição para que assem por igual, feche a porta do forno, reduza a temperatura para 190ºC e deixe-os assar por mais 15 a 20 minutos, até que estejam bem dourados.
Retire-os do forno e deixe-os esfriar sobre uma grade.
Aguarde o esfriamento total dos pães para o consumo.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Rosquinhas para o Café


É um pãozinho adocicado, macio, simples, com aroma de laranja. O formato é que dá toda a graça! Perfeito para um lanchinho! Servi com um creme de baunilha; fica perfeito com uma geléia, mel, cream cheese...
Ficam deliciosos assim que ficam morninhos, ou se consumidos no mesmo dia do preparo. No dia seguinte - se ainda sobrar algum!, ficam mais sequinhos, mas bem interessantes.
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Fiz meia receita - rendeu 11 rosquinhas de pouco mais de 40g cada; reproduzo abaixo como o original:
500g farinha de trigo
100g açúcar
100g manteiga em temperatura ambiente
2 ovos
3 tabletes de fermento para pão
1 colher (chá) sal
125 ml de água morna
1 colher (chá) açúcar de baunilha
1 colher (chá) essência de laranja - usei raspas de laranja
1 gema para pincelar
Açúcar granulado para polvilhar


Como eu fiz com o fermento biológico seco instntâneo (usei 2 colheres (chá)), eu o misturei diretamente à farinha de trigo, e depois fui agregando os demais ingredientes.
Em outro recipiente coloque a farinha (reserve um pouco), o açúcar, a manteiga, o açúcar de baunilha, os ovos levemente batidos, a essência de laranja - raspas e o fermento reservado. Misture com uma colher de pau. Neste momento, se necessário utilize a farinha reservada. Em seguida, sove sobre superfície lisa. Deixe descansar por 10 minutos coberta por um pano.
Após descansar, pegue porções da massa e faça um cordão. Uma as pontas e torça (para trançar). Uma novamente as pontas, modelando as rosquinhas.
Coloque em uma assadeira retangular, untada e polvilhada. Pincele com a gema e polvilhe açúcar granulado. Deixe crescer.
Leve ao forno pré-aquecido (150ºC) por 20 minutos e em seguida aumente a temperatura para 180ºC e deixe as rosquinhas no forno até dourar.


domingo, 6 de julho de 2008

Doughnuts, Assados!


Minha filha pediu para eu fazer doughnuts. Procurei na net e encontrei estes, assados. Sei que os fãs de doughnuts podem ficar decepcionados ou até, digamos, indignados, pois estas delícias 'devem' ser fritas !!! ... mas eu, assim que vi estes assados, abracei a causa, digo, escolhi esta receita para experimentar. Não me decepcionei! E nem a ela, que achou delicioso!
Para quem quiser correr o risco de gostar, experimente! Fáceis de fazer, poucos ingredientes, assam num instantinho! E são levíssimos!!!

Uma observação importante: a massa não permite que seja reamassada muitas vezes, então, após abrir a massa com o rolo, faça o maior números de círculos possíveis; junte as rebarbas, amasse e abra com o rolo novamente, cortando os últimos doughnuts. Eu optei por manter os círculos internos, então para mim rendeu 7 doughnuts e 7 botõeszinhos.

Veredicto final: para mim, os doughnuts sem recheio polvilhados de açúcar e canela são perfeitos; para minha filha, os recheados de creme com cobertura de chocolate são os melhores (mas a danada não experimentou os de canela com açúcar...)


Fiz ¼ da receita e rendeu 8 dughnuts, a original está aqui:
Xícara medida 240ml
80ml de leite
½ colher (sopa) manteiga
2 colheres (sopa) rasas açúcar granulado orgânico
Pitadinha de noz-moscada ralada na hora
¼ colher (chá) sal
½ ovo
1 ¼ xícaras farinha de trigo especial para pães
2,5g de fermento biológico seco instantâneo

Manteiga derretida a gosto
Açúcar e canela a gosto


Misture o fermento a 1 xícara de farinha de trigo medida.
Coloque os ingredientes pela ordem na vasilha da batedeira, misture a xícara de farinha com o fermento, e bata por uns 5 minutos, utilizando o gancho. Vá adicionando o ¼ de xícara de farinha de trigo restante aos poucos, até obter uma massa que descole da vasilha da batedeira, mas que ainda esteja um tantinho grudenta. Vire a massa sobre uma superfície com um tantinho de farinha, termine de sovar a massa, e forme uma bola. Coloque-a numa vasilha com um tantinho de óleo, vire a bola para que toda a superfície fique levemente untada, cubra e deixe-a crescer num local livre de correntes de ar, até que dobre de volume – neste estágio, eu sempre coloco as massas para crescer dentro do microondas, desligado e fechado.

Prepare uma assadeira com papel manteiga e reserve.
Dê um soquinho na massa para que saia o ar e vire a bola numa superfície levemente enfarinhada. Abra a massa numa espessura de cerca de 1 cm. Com um cortador de 7,5cm de diâmentro, faça círculos de massa; com um cortador menor, de 3cm de diâmetro (o ideal deve ser uns 2,5cm mas não tenho...), faça círculos internos, formando então as ‘rosquinhas’. Assim que tiver feito os círculos internos transfira os doughnuts para a assadeira preparada. Cubra a assadeira e deixe crescer por mais 45 minutos – neste estágio costumo deixar dentro do forno, desligado.

Pré-aqueça o forno a 190ºC.
Coloque os doughnuts para assar, por cerca de 8 a 9 minutos, até que a superfície que está em contato com o papel manteiga esteja ligeiramente dourada.

Na receita original é pedido para que, assim que os doughnuts saírem do forno, aguardar 1 a 2 minutos e banhá-los em manteiga derretida, para depois passá-los em açúcar e canela. E servi-los ainda mornos. Ou no máximo dentro de algumas horas.

Como em casa só eu sou super fã de canela, e com nenhuma coragem de banhos de manteiga, só dei uma pincelada de leve com a manteiga derretida e polvilhei então o açúcar e canela no meu doughnut.
Para minha filha, preparei um creme de baunilha e recheei os danados, que ela ainda preferiu acrescentar um fiozinho de calda de chocolate, só para ficar melhor! Outro recebeu uma cobertura de chocolate com granulado. E ficam as idéias de recheá-los com doce de leite, geléias, cream cheese...



Como disse no início do post, mantive os círculos internos e antes de assá-los, pincelei manteiga e cobri com açúcar granulado. Ficaram bons, mas definitivamente os de açúcar e canela são melhores!!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Pão de Abóbora com Coco


Outro dia comprei abóbora japonesa/kabotchá, assei e congelei. Sabia que eu ‘tinha que experimentar’ umas receitas que estavam na minha ‘to-do-list’, e congelando em porções, facilita, pois quando tenho um tempinho a mais na cozinha, aproveito!
Uma delas é este delicioso pãozinho! Feito com uma dupla que adoro, abóbora e coco!
Vi na Akemi, e também já foi preparado pela Winnie, pela Romy...

Porém...
Vou ter que dizer que esqueci de deixar um tantinho do ovo para pincelar nos pãezinhos, antes de levá-los ao forno..... e fiquei com dó de abrir um ovo inteiro, usar só um tiquinho e fazer o quê com um resto de ovo, já que eu já tinha ‘encerrado’ a cozinha... então, fiz um glacezinho de água com açúcar de confeiteiro e 'risquei' os pãozinhos, assim que saíram do forno.
Ficou ótimo!

É um pãozinho ultra macio, levemente adocicado, os sabores da abóbora e do coco juntos num pão ficam ótimos, e com um cafezinho, ai ai, hummmmm, tudo de bom!
Experimentei com manteiguinha, ainda morno, ficaram fantásticos!
No dia seguinte, com geléia de laranja, ficou ótimo!
Se você você, eu experimentaria...
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Rendeu uma forma de 23x28 cm, com 20 pãozinhos
xícara medida de 200ml
250g de abóbora assada, em purê
½ xícara de coco ralado – usei o fresco
1 ovo grande batido (guarde um pouquinho para pincelar os pães - que eu esqueci!!)
1 colher (sopa) rasa de fermento biológico seco instantâneo
½ xícara de açúcar
50ml óleo de canola
Pitadinha de sal
500g de farinha de trigo, especial para pães, aproximadamente

Descongelei o purê de abóbora (assei no forno, reduzi a purê, coloquei num potinho, tirei o ar e congelei – veja aqui como assar); misturei com o coco ralado, juntei o ovo, o açúcar, o óleo, o sal e 150ml de água.
Aos poucos, fui juntando a farinha de trigo, sovando a massa, até ela ficar bem macia, elástica. Ainda fica um pouco grudenta...Fiz uma bola, coloquei numa vasilha levemente untada com óleo, cobri com plástico e deixei descansar dentro do microondas, desligado, por cerca de 40 minutos.
Forrei uma forma com papel manteiga - untado. Acho que só a forma untada já é suficiente...
Dividi a massa em 20 porções e boleei, para fazer as bolinhas. Distribua na forma, bem próximas umas das outras. Cubra com filme e deixe crescer por cerca de 20 minutos – eu deixo dentro do forno, desligado.
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Pincele levemente a superfície dos pães com o ovo batido reservado e leve ao forno. Deixe por uns 30 minutos ou até que fiquem coradinhos. Se ficarem corados muito depressa, cubra com papel alumínio e termine de assar. Retire do forno e espalhe a calda de coco em seguida.

Calda de coco:
4 colheres (sopa) de açúcar
150ml de leite
1/2 xícara de coco ralado

Leve tudo ao fogo numa panelinha e deixe ferver. Aplique.
E quando esfriar – espere esfriar, ou vai queimar a língua como eu!, delicie-se!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Pão com Blueberries


Fiz este pão para um lanche. Simples, macio, e fácil de fazer. Tá certo, fiz na panificadora, mas acredito que seja também fácil de fazer na pedra, talvez necessitando ajustar a quantidade de farinha de trigo somente. Ah, e por ter feito na panificadora, e por ter colocado as frutinhas um pouco antes da hora, elas ficaram picotadinhas na massa do pão... o que deu um charme, todo especial...
Usei blueberries secas/passas. Quem não as tiver, uma sugestão seria utilizar uvas passas; outras sugestões são: acrescentar alguma noz, outra especiaria, outro açúcar, outras farinhas... muitas variações para este básico! Ou então, veja este Pão com Mel e Passas, que fiz na mão/pedra e que ficou delicioso também!
Pode ser servido assim, simples, com um cafezinho, ou acompanhado de uma coalhada seca, ou cream cheese, ou então, mais docinho, com uma geléia... a minha era de damasco, feita em casa...


xícara medida 240ml
¾ xícara leite
1 ovo
3 colheres (sopa) água
2 colheres (sopa) margarina – usei manteiga
3 xícaras farinha de trigo – usei especial para pães
3 colheres (sopa) açúcar – usei orgânico granulado
¾ colher (chá) sal
¼ colher (chá) noz-moscada – moída na hora
1 colher (chá) fermento biológico seco – usei 2 colheres (chá) biológico seco instantâneo


1/3 xícara blueberries secas

½ xícara açúcar de confeiteiro – opcional, e não fiz
Leite – opcional, e não fiz

Siga as instruções do manual do fabricante da sua panificadora doméstica. Usei ciclo básico, pão 600g, cor média.
Quando o sinal sonoro avisar, coloque as blueberries.
Caso queira, prepare uma caldinha com o açúcar e um tantinho de leite, o suficiente para uma calda grossa, e cubra o pão.

terça-feira, 25 de março de 2008

Colomba Pascal de Chocolate


Quando eu vi o convite da Cris para participar do evento de Páscoa, achei que o pão seria uma ótima idéia, já que ele sempre foi e é alimento de qualquer povo.
Escolhi então esta receita de Colomba, um pouco difente da tradicional, visto que é recheada com pedacinhos de chocolate, e coberta com ganache. Se bem que hoje em dia, existem Colombas com diversos tipos de recheios e coberturas... Veja aqui uma descrição livre de Colomba.

Algumas observações:
- Como eu estava na minha casa no interior e lá não achei a forma de papel típica para assar a colomba, dei o formato de anel e assei numa forma redonda de 25cm de diâmetro;
- Como estamos numa época de muuuuuuitos chocolates, não fiz a cobertura; achei que já estava 'chocolatada' o suficiente; Então, ao adicionar o chocolate, eu o misturei na massa, resultando numa aparência mais rústica; se quiser uma superfície mais 'lisinha', abra a massa com o rolo, formando um retângulo, distribua o chocolate picado, e enrole, como para rocambole, de forma bem justinha, para crescer por igual;
- Tirei as fotos assim que a colomba esfriou, porém o chocolate ainda estava macio, então, ao fatiar, a faca deslizava no chocolate e 'sujou' um pouco a massa...


100g de farinha de trigo especial
15g de fermento biológico - usei 5g de fermento biológico seco instantâneo
100ml de leite

200g de farinha de trigo especial
5 gemas
40g de manteiga em temperatura ambiente
50g de açúcar
150g de chocolate picado - usei gotas de chocolate
raspas de laranja

Cobertura
200g de chocolate meio amargo
100g de creme de leite


Junte a farinha com o fermento e o leite. Misture até formar uma massa homogênea. Deixe crescer por 40 minutos.
Bata na batedeira com o batedor raquete (ou folha) a esponja com o restante dos ingredientes (exceto o chocolate picado e as raspas de laranja) até a massa formar ponto de véu (não usei toda a farinha, sobrou cerca de 2 colheres (sopa)). Após sovar, junte o chocolate picado e as raspas de laranja.
Divida a massa pela metade. Divida novamente uma das partes ao meio.
Coloque na forma e deixe crescer até triplicar de volume.
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Pincele com manteiga derretida - não fiz, e asse a 180º C por 30 minutos até dourar.

Cobertura
Derreta o chocolate com o creme de leite e derrame sobre a colomba.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Snickerdoodles French Toast



Eu adoro canela. Em pratos salgados, em doces, sempre confere um perfume e sabor especiais.
Pode-se dar o nome de snickerdoodles a diversas delícias que tiverem uma cobertura de açúcar e canela.
Portanto, esta French Toast é uma Snickerdoodle French Toast, visto que ela recebe uma cobertura de açúcar e canela antes de ir à frigideira.
Sendo assim, não há necessidade de ser servida com qualquer complemento, seja mel, cream cheese, manteiga, calda de chocolate, geléia ...
Experimentei uma receita de Pão de Buttermilk na panificadora, que ficou ótimo!
E com umas fatias dele, fiz estas deliciosas Snickerdoodle French Toasts.
Levemente crocantes por fora, macias por dentro, docinhas e com canela, que tanto gosto!
Um agrado simples que você pode fazer para seus queridos!
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Para o Pão de Buttermilk
Rende 650g
Xícara medida 240ml
1 xícara buttermilk
¼ xícara água
2 colheres (chá) margarina, manteiga ou óleo - usei manteiga
3 xícaras de farinha de trigo – usei a própria para pães
2 colheres (sopa) de gérmen de trigo, tostado
1 colher (sopa) açúcar
¾ colher (chá) sal
1 colher (chá) de fermento biológico seco – usei 2 do fermento biológico seco instantâneo

Para obter um buttermilk caseiro, coloque uma colher (sopa) de limão ou de vinagre de maçã num refratário e complete com leite frio, até atingir 240ml. Deixe quieto por 10 a 15 minutos e utilize.
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Para o pão, siga as instruções de sua máquina de pão, eu usei o ciclo sandwich.

Para a Snickerdoodle French Toast
Rende 4-6 porções
Xícara medida 240ml
¾ xícara de leite
3 ovos grandes
uma Pitadinha de sal
1 colher (chá) extrato de baunilha – usei essência de baunilha
4-6 fatias de pão, com 1cm de espessura cada

Para polvilhar
1xícara de açúcar
2 colheres (chá) canela

Aqueça um grill ou uma frigideira antiaderente em fogo médio/alto.
Numa vasilha pequena, misture o leite, ovos, sal e baunilha. Coloque num refratário grande e plano, de forma que as fatias de pão possam ficar mergulhadas no preparado.
Numa outra vasilha, coloque o açúcar com canela.
Com um garfo, retire uma fatia de pão já bem embebida na mistura de leite/ovos e coloque sobre a mistura de açúcar e canela.
Coloque então esta fatia na frigideira, com o lado de açúcar e canela para baixo e deixe caramelar. Enquanto isso, já polvilhe o lado que está para cima com o açúcar e canela.
Assim que a torrada estiver com o lado de baixo já caramelado, vire a torrada, para caramelar o outro lado. Não deixe por muito tempo para não amargar o açúcar. Limpe a frigideira com papel toalha, retirando todos os resíduos, para não amargar a próxima torrada.
Faça isso com todas as fatias de pão.


Sirva imediatamente, acompanhado de uma xícara de leite, ou café ou chá, conforme sua preferência.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Pão com Mel e Passas

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Esta receita é da revista 'The Best of Cooking Light 9 - Special Edition', uma das revistas que eu trouxe de viagem.
Desde que eu bati os olhos no pão fiquei com vontade de prepará-lo.
É muito gostoso, e comer morninho, com uma manteiguinha e um tantinho de geléia, aiai, tudo de bom! Puro, com um capuccino, ótimo!
É fácil de preparar, nadica de gordura (tá bom, tem a do leite e das gemas...), super macio. Perfeito!

Xícara medida de 240ml
1 xícara de leite morno
¼ xícara de mel
2 ¼ colher (chá) fermento biológico instantâneo, seco
2 gemas grandes, ligeiramente batidas
3 ½ xícaras de farinha de trigo - usei uma especial para pães
1 xícara de uvas passas
1 colher (chá) sal

A receita pede para misturar o fermento com o mel e o leite morno, e deixar descansar por 5 minutos. Como o fabricante do fermento daqui sugere que se misture o fermento à farinha para ser utilizado, pois assim fiz:
Em uma tigela, coloque o leite morno, 1 colher (sopa) do mel, o fermento e ½ xícara de farinha de trigo; misture e reserve por 5 minutos.
Meça 2 ½ xícaras de farinha, nivelando com uma faca e acrescente as passas e o sal. Junte a mistura do leite com o fermento, misturando até obter uma massa bem macia.
Coloque a massa obtida numa superfície levemente enfarinhada e sove a massa por aproximadamente 8 minutos, até obter uma massa macia e elástica, acrescentando a farinha restante, colher a colher, o suficiente para desgrudar a massa das mãos. O resultado será uma macia e grudenta. Bem aqui uma observação: não sei se o meu ovo era 'grande' o suficiente, o fato é que não utilizei a farinha restante, no máximo 1/2 colher(sopa), para tirar os restinhos de massa da mão. E não gostei de sovar a massa já com as passas, acho que da próxima vez, vou adicionar as passas após ter sovado a massa...se bem que trabalhando a massa já com as passas, acho que o doce/cor das passas deva ter passado para a massa, pois ela ficou ligeiramente mais escura após ter sovado.
Coloque a massa numa tigela untada, gire-a de forma que fique com toda a superfície untada, cubra a tigela e deixe a massa crescer num ambiente livre de correntes de ar, por volta de 1h15 minutos, ou até a massa dobrar de volume. Deixei crescendo dentro do microondas fechado, desligado.
Dê um soquinho na massa para sair o ar e aguarde 5 minutos.
Dê o formato de pão (sugerido 23x10cm oval), coloque e um tabuleiro untado, cubra e deixe crescer por cerca de 55 minutos, ou até dobrar de volume.
Pré-aqueça o forno a 175ºC.
Leve o pão para assar por cerca de 30 minutos, até obter uma cor dourada e que produza um som oco ao bater-lhe na parte de baixo com os nós dos dedos.
Deixe esfriar numa grelha por 20 minutos antes de fatiá-lo.
Rendimento: 16 porções/fatias.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Pandoro

Pandoro, ou Pan d’oro - literalmente pão dourado, por conta de ser bem amarelinho, pois utiliza muitas gemas, assim como o Panettone, é uma especialidade italiana, super popular na época de Natal e Ano Novo.
Tradicionalmente, é um pão super macio e amarelinho, levemente perfumado de baunilha, assado em forma alta em formato de estrela octogonal. E polvilhado com açúcar de confeiteiro aromatizado de baunilha – açúcar baunilhado, ou açúcar vanille, representando os picos nevados das montanhas.
Veja a história e sua relação com o brioche aqui.

Pode ser servido somente fatiado, puro, ou até acompanhado de queijo mascarpone, calda de chocolate, creme chantilly ou creme zabaglione - veja uma receita de zabaglione delicioso que eu postei.

Existem versões com chocolate, recheados de diversas formas, até polvilhado com chocolate também, mas quis trazer a apresentação tradicional.

Vocês já devem ter visto no Comidinhas do Bem, a Laila já preparou o Pandoro, que ficou lindo! Nina e Laila, já agradeci a indicação da receita e a ajuda na tradução, mas repito, pois fiquei super hiper feliz de poder preparar um Pandoro delicioso como este!
Obrigada meninas!


Bem, tenho de dizer agora a verdade: quase joguei a toalha, por umas 3 vezes....
1ª etapa, fácil;
2ª etapa, fácil, tudo bem;
3ª etapa, foi preciso muito ‘muque’ pra juntar todos os farelinhos, mas, depois de alguns suados minutos, tudo bem;
4ª etapa, ... queria saber o nome do santo dos aflitos na cozinha, juntar aquele creme de leite não foi brincadeira não... só ficava lembrando que a Laila disse que era super saboroso, e que fui EU que queria o Pandoro, então vamos em frente, ufa, tudo bem;
5ª etapa, meus queridos, foi no mínimo desesperador, sovar a massa pesada foi um pouco difícil, meus músculos peitorais e braçais(?) estão tinindo, trabalharam como nunca, mas tudo bem. Abrir com o rolo, aiai, já não tinha forças, mas ... é super perfumado, gostoso...... força Laurinha... ponho a manteiga e......... quem disse que ela ficava comportada dentro da massa - quem já fez massa folhada em casa sabe que a manteiga não pode escapar (e a massa não pode rasgar, mas hoje não era o caso, aliás, a Arosa é ótima, não?) Só sei que, meio que dobrei a massa, escapulindo a manteiga mesmo e deixei descansar os 30 minutos.
6ª etapa, coragem Laurinha, vai dar tudo certo, tentei abrir com o rolo, quem disse que ele obedecia, a massa não deixava... resumindo, pus mãos na massa, e durante alguns outros suados minutos, foi estica com a palma da mão, puxa com as pontas dos dedos, estica e puxa, estica e puxa (até perguntei pra Laila se daria certo sovar na batedeira, mas fiquei com dó da bichinha e estrupiar ela), e de repente, o estica e puxa foi ficando mais fácil, mais fácil, até se tornar uma massa super maleável. Deixei descansar – a massa e eu, por 30 minutos, untei formas, dividi a massa e deixei crescer novamente, desta vez pus as formas dentro do forno, desligado, com uma assadeira com água quente, para fazer uma estufinha dentro do forno.
Quando crescidos, retirei a forma com água, assei os pães e......
Que lindos!!!!!


Esqueci tudo que passei (esqueci não, vim escrever aqui, timtim por timtim).
Um dos pandoros fatiei assim que ficou morninho – não deu para esperar esfriar.... O outro, deixei esfriar até a hora de dormir, embalei com plástico filme e levei ao freezer. Vou retirar na noite de Natal, para ficar bem fresquinho.

Atualizo o post depois, para dizer como ele se comportou após freezer, OK!

Ah, inclusive fotografia, pois hoje fatiei somente o de formato pão.



Repetir a receita? Amanhã não, com certeza! Semana que vem, talvez... acho que sim... SIM, vou fazer novamente!


650 g de farinha de trigo
250 g de manteiga, pomada
200 g de açúcar
8 ovos (7 gemas +1 ovo inteiro)
30 g de fermento fresco – usei 10g de fermento biológico seco instantâneo
½ copo de creme de leite fresco – 100ml
raspas da casca de 1 limão – usei laranja
uma pitada de açúcar de baunilha – conforme sugestão da Laila, acrescentei 1 colher de sopa de Cointreau

50 g de açúcar de confeiteiro para polvilhar – usei açúcar baunilhado



Colocar num recipiente 75g de farinha misturar com o fermento e com 10g de açúcar e 1 gema, mexer para unir todos os ingredientes. Se a massa fermentar muito juntar um pouco de água morninha (conforme indicação da Laila, 50ml).
Amasse bem os ingredientes e coloque a mescla num local levemente aquecido (entre 18-20°C) para levedar por cerca de 2 horas. Costumo deixar dentro do microondas, desligado, numa vasilha coberta por filme pvc.

À massa levedada acrescentar 160g de farinha, 25g de manteiga amolecida, 90g de açúcar e 3 gemas.
Misture os ingredientes até o resultado ficar bem homogêneo e deixe a massa levedar por mais 2 horas.

Acrescente ao preparado anterior mais 375g de farinha, 40g de manteiga (sempre amolecida), 75g de açúcar, 1 ovo e 3 gemas.
Trabalhe novamente a massa com delicadeza e deixe repousar mais 2 horas.

Coloque a massa sobre uma superfície enfarinhada e sove bem; abra um buraco no centro incorpore o creme de leite fresco, as raspas de limão e a pitada de baunilha (no meu caso, o Conitreau).
Pese a massa e para cada kg de massa use 150g de manteiga – usei 166g.
Com um rolo de macarrão abra a massa, não muito fina, e coloque no centro os pedaços de manteiga não muito duros.
Espalhe a manteiga sobre a massa, dobre a massa em 3, abra novamente com o rolo e dobre em 3 novamente. Deixe descansar cerca de 30 minutos.

Após esse período repita o processo estica dobra em 3, outra vez mais (totalizando 4 dobras em 3). Deixe repousar mais 30 minutos.

Enquanto a massa descansa, unte 2 moldes altos, sem furo central e polvilhe com o restante do açúcar. Tradicionalmente a forma utilizada é canelada, sem furo central e com formato estrela octogonal.
Como eu não tenho, usei uma forma canelada e outra de pão, tipo bolo inglês.

Coloque a massa sobre a superfície de trabalho, e sove a mão durante alguns minutos, polvilhando farinha se necessário, use o mínimo possível (não acrescentei nadica de nada). Faça duas bolas e coloque-as nas formas já untadas, encha só até metade da capacidade.
Colocar para crescer num forno quentinho ou microondas, e esperar que a massa dobre de volume.

Coloque as formas no forno pré-aquecido a 190°C por cerca de 40 minutos.
Na metade da cocção, abaixe o forno para que os pandoros assem por inteiro, de forma regular.
Desenforme e espere esfriar sobre uma grade.




Polvilhe açúcar de confeiteiro.


Esta receita está participando do evento da Cris, de receitas natalinas.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Pão de Canela e Pão de Chocolate da Patricia

Quando eu falei que ia fazer um pão especial, minha filha logo veio ver e... ficou murchinha....
OK, então faço um com gotinhas de chocolate, que tal? (A Patricia mesmo que sugeriu...)
Ela então já ficou feliz, perguntou se demorava para ficar pronto, que formato eu ia dar...

Bem, então mãos à obra!

Fiz uma experiência com a outra metade da massa, usando um pouquinho de farinha de trigo integral e açúcar mascavo.
Ficaram ótimos, os dois! Super macios, inclusive no dia seguinte – embalei bem no papel filme.
Eu particularmente preferi o de canela – já confessei antes minha adoração por esta especiaria?

E a massa com farinha integral ficou excelente!
Apresento então como eu fiz, seguindo as instruções dela!

Obrigada Patricia, por nos ensinar este receita tão deliciosa!!!

PÃO BRANCO
245g de farinha de trigo
5 g de fermento biológico seco
120ml de leite
25g de açúcar
28g de manteiga
½ ovo
½ colher (chá) de sal

Recheio
90g de gotas de chocolate meio amargo


PÃO INTEGRAL
80g de farinha de trigo integral
165g de farinha de trigo branca
5g fermento biológico seco
120ml de leite
25g de açúcar mascavo
28g de manteiga
½ ovo
½ colher (chá) de sal

Recheio
50g de açúcar
1 colher (chá) de canela

Cobertura
açúcar granulado

Leite para pincelar nos pães antes de assar.


Misture metade da farinha de trigo com o fermento na tigela da batedeira.
Em uma panelinha, aqueça levemente o leite com o açúcar e a manteiga, mexendo para derretê-la e sem deixar a misturinha esquentar - deve ficar só um tantinho morninha. Junte aos ingredientes secos e adicione o ovo.

Bata na batedeira, com a pá, na velocidade baixa por 1 minuto, mude para a velocidade alta e bata por mais 3 minutos. Adicione aos poucos o restante da farinha e misture com uma colher de pau até obter uma massa macia.
Coloque numa superfície levemente enfarinhada e sove até ficar elástica (uns 5 minutos) e faça uma bola.
Coloque numa tigela levemente pincelada com óleo ou manteiga e vire a bola uma vez para que a parte de cima fique untada. Cubra com plástico PVC (ou algo assim) e deixe crescer (mais ou menos 1 hora).

Pegue a massa e dê um soco nela (seja gentil - não vale imaginar a cara do chefe nem da ex do namorado nesse momento).

Abra a massa branca com um rolo e faça um retângulo comprido e distribua as gotinhas de chocolate. Feche como se fosse um rocambole, começando pelo lado menor - belisque o final da massa para vedar bem e evitar que o recheio vaze. Coloque numa forma untada com manteiga - eu usei uma de bolo inglês de 10x24cm.


Para a massa integral eu escolhi assar em uma forma de pudim pequena, de 19cm de diâmetro.

Então, dividi a massa integral em 8 partes iguais e abri cada uma delas formando um pequeno retângulo, pincelei água e polvilhei o açúcar e canela, enrolei pequenos rocamboles e acomodei na forma.


Deixe crecer novamente (deixei no forno, desligado, com uma assadeira com água quente no assoalho do forno, para formar um pouquinho de umidade) até dobrar de volume - cerca de 35-40 minutos.

Após estarem crescido, pincele com leite. A massa integral eu polvilhei com um tantinho de açúcar granulado.
Asse em forno pré-aquecido (190ºC) até que dourem (cerca de 30 minutos).